The book is on the tablet…
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
domingo, 28 de agosto de 2011
tu noite
eu dia
tu cigarro
eu alergia
tu cerveja
eu refri
tu mundo
eu aqui
tu voz
eu olhar
tu veloz
eu devagar
tu preto
eu colorista
tu revolução
eu pacifista
tu cérebro
eu mão
tu ponto
eu interjeição
tu palavra
eu quietude
tu rara
eu amiúde
tu sinônimo
eu antônimo
tu radical
eu também
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Minha foto no Gasômetro (Porto Alegre)
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Elenco: Chris Guerra, Iohana Blue, Mara Elisa, Nãna Freitas e Marisa Rebello
Texto: Mara Elisa, Direção: Nãna Freitas
Cartaz: Marisa Rebello
domingo, 17 de outubro de 2010
Deserto
Na esquina ninguém
e na casa também
Como não sentir nada
tendo somente esta luz silenciosa por companhia?
E ela não é capaz nem de piscar
para me dar a ilusão de estar viva
E este nada que sinto é pedante
irritante
E o meu próximo ato?
apagar a luz e dormir
Mas me nego e insisto em ouvir
o barulho dos carros na rua
Na verdade devo estar esperando
o sorriso e o beijo de "boa noite" de minha mãe
após adormeço esquecendo, assim, estas sombras
que se formam na parede quando a luz se apaga
Sombras que por vezes parecem amistosas e acariciantes
quando dançam iluminadas pelo vento
Por outras vejo nelas meus diabinhos fazendo caretas
Quem sabe devo fazer as pases com eles
podendo, então, apagar as luzes!
Mas não é a luz
é o silêncio
Não! não é a luz nem o silêncio
é o vazio
e não é nem o vazio espacial
é o vazio astral
é uma perspectiva inexistente
para um amanhã e um depois
é a falta de um motivo para querer acordar
quando o relógio despertar.
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Minha foto da Igreja das Dores (Porto Alegre)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Ah! Sei! A resposta vem com o tempo.
Depois da absorção de todo o sofrimento
Eu mesma a encontro, ou melhor,
tiro aquela velha conclusão:
-Assim foi porque assim tinha que ter sido!
Mas quem sabe Ele não responde porque
eu não iria gostar da resposta?
O juízo acaba insano.
A memória não retém mais nada, além
da fotografia estática da nova realidade.
Um filme sombrio
Um suspense
Um susto
Pense!
Por quê?
E a lágrima seca
no derradeiro instante de rolar
porque o coração ainda acredita.
sábado, 14 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Dali subtraíram as esferas que foram para o laboratório.
E a análise descobriu que eram apenas esferas de luz.
Pois em uma pessoa iluminada todos os componentes são iluminados. E, por vezes, tão iluminados que uma parte desta luz se dispersa, e se agrupa em um determinado ponto de luminescência específico, que não constava no modelo original, e, com o tempo, vão se transformando. E elas se tornam incomodativas, pois não tinham sido pensadas deste modo. Qual o sentido? Vem daí a descoberta... um erro no funcionamento... e as esferam aglomeraram-se indevida e desordenadamente. E, quando removidas, liberaram a luz mantida enclausurada por tempos, e passaram a iluminar o próprio ser portante delas. E as demais, que permanecem no ser, contagiadas, se desintegram. E expandem-se. E você começa a ver esta luz nos olhos, nos poros, na alma daquela pessoa que não a sabia tão importante. Agora... ah!... agora... ela descobrirá o sentido de sorrir, e de tudo que o sorriso e a laveza de ser podem transmitir e disseminar, fazendo que o entorno de si passe a ser o melhor lugar para se estar.
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Minha foto no sótão da casa da minha tia.
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