terça-feira, 10 de novembro de 2015


Obra de Arte


Na obra de Beatriz Dagnese eu me reflito,
e reflito sobre como o fino fio
de nanquim branco
tece no papel preto
redes de encanto.
...



domingo, 16 de dezembro de 2012

"Até um dia, até talvez, até quem sabe..."




Te amo meu amigo!!!
Não... não é só agora que eu estou te dizendo isto, já havia te dito várias vezes... ainda bem, que bom que pude te dizer muitas e muitas vezes. E também bem lembro, meu querido amigo, das vezes em que tu disse: “Te amo Rebellooooooooooo” (como tu sempre me chamou), e mesmo que nestas vezes eu estivesse te carregando prá casa completamente bêbado eu sempre acreditei nisto. Porque te conheço e sei da tua dificuldade de “de cara” falar de sentimentos. Meu amigo para sempre. Amigo de dividir a vida... de crescer juntos. E aqui cabe dizer que “crescer juntos” não é no sentido de “crescer no tamanho”, não é no sentido de “nos conhecermos desde pequeninos”, mas no sentido “CRESCER NA VIDA”, no sentido “jovens sonhadores que se tornaram adultos compartilhando realizações”, o que começou a acontecer à partir do momento que resolvemos dividir não só um AP na Rua da República como também uma juventude...  Crescer aprendendo com as conquistas (materiais e emocionais) de cada um. Crescer aprendendo com as perdas (materiais e emocionais) de cada um. Dividindo/compartilhando nossa juventude que se estendeu até hoje e é recheada de muitas histórias. Sabe aquela frase: “amigo é aquele que chega dando uma voadora”? É tu. Lembra? Tu sempre foi meu “anjo protetor” nas Buatchs da vida. Não foram só uma ou duas as vezes em que tu saltou na minha frente, vindo não sei de onde, para ficar encarando alguma “persona non grata” que estivesse me perturbando, antes mesmo que eu pensasse “quem poderá me salvar?”. Meu amigo para sempre. Nunca mais teu sorriso? Nunca mais tua risada? (ou “risadagem” como tu gostava de dizer) Nunca mais tua chatice insuportável? Não posso crer nisto!!! Nunca mais te ouvir dizer: “Vamos rebelóide, tá pensando que o céu é perto???” O que fazer com minha dor... com minhas saudades??? Naquele AP da República havia um mural onde alfinetávamos fotos, recortes, bobagens que nós mesmos escrevíamos... Certa vez tu colocou um bilhete com uma frase de Clarice Lispector que nunca mais esqueci. (Tenho até hoje aquele papel escrito por ti. Que mania tenho eu de guardar coisas...) A frase:  “Meu Deus só agora me lembrei que as pessoas morrem, mas EU TAMBÉM?”
Meu Deus... você também!!! Porque assim tão cedo??? Que buraco imenso se forma em meu peito.
Só me resta chorar todas as lágrimas e esperar que nos reencontremos um dia.
Vá em paz!!!! E apronte bem muito por lá.
Te amo para sempre!!!
Da amiga que ficou sem um pedaço, Marisa.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

The book is on the tablet…

domingo, 28 de agosto de 2011



tu noite
eu dia
tu cigarro
eu alergia

tu cerveja
eu refri
tu mundo
eu aqui

tu voz
eu olhar
tu veloz
eu devagar

tu preto
eu colorista
tu revolução
eu pacifista

tu cérebro
eu mão
tu ponto
eu interjeição

tu palavra
eu quietude
tu rara
eu amiúde

tu sinônimo
eu antônimo
tu radical
eu também


terça-feira, 23 de agosto de 2011



A LÁGRIMA E O SOCO NA MESA
SACIAM O DESEJO
DO NÃO TER.
E ENTÃO ADORMEÇO
NO SILÊNCIO DA INTERROGAÇÃO.



quarta-feira, 16 de março de 2011

http://www.flickr.com/photos/zizarebello

Amo fotos...
Adoro congelar momentos...
É o sentimento vivo...

terça-feira, 2 de novembro de 2010


 Elenco:  Chris Guerra, Iohana Blue, Mara Elisa, Nãna Freitas e Marisa Rebello
Texto:  Mara Elisa,  Direção: Nãna Freitas
Cartaz: Marisa Rebello

domingo, 17 de outubro de 2010

Deserto
Na esquina ninguém
e na casa também
Como não sentir nada 
tendo somente esta luz silenciosa por companhia?
E ela não é capaz nem de piscar
para me dar a ilusão de estar viva
E este nada que sinto é pedante
irritante
E o meu próximo ato?
apagar a luz e dormir
Mas me nego e insisto em ouvir
o barulho dos carros na rua
Na verdade devo estar esperando
o sorriso e o beijo de "boa noite" de minha mãe
após adormeço esquecendo, assim, estas sombras 
que se formam na parede quando a luz se apaga
Sombras que por vezes parecem amistosas e acariciantes
quando dançam iluminadas pelo vento
Por outras vejo nelas meus diabinhos fazendo caretas
Quem sabe devo fazer as pases com eles
podendo, então, apagar as luzes!
Mas não é a luz
é o silêncio
Não! não é a luz nem o silêncio
é o vazio
 e não é nem o vazio espacial
é o vazio astral
é uma perspectiva inexistente
para um amanhã e um depois
é a falta de um motivo para querer acordar
quando o relógio despertar.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

 

Ah! Sei! A resposta vem com o tempo.
Depois da absorção de todo o sofrimento
Eu mesma a encontro, ou melhor,
tiro aquela velha conclusão:
-Assim foi porque assim tinha que ter sido!

Mas quem sabe Ele não responde porque
eu não iria gostar da resposta?

O juízo acaba insano.

A memória não retém mais nada, além
da fotografia estática da nova realidade.
Um filme sombrio
Um suspense
Um susto
Pense!

Por quê?

E a lágrima seca
no derradeiro instante de rolar
porque o coração ainda acredita.